Porque equipes diversas são necessárias e 8 maneiras de construí-las

Aumentar a diversidade é apenas um bom negócio?

Não se engane sobre isso; equipes diversas são bons negócios. Os gestores podem atualizar o mindset sobre a diversidade nas equipes, entender como isto é benéfico para os negócios e a facilidade de colocar a ideia em prática.

Porque a diversidade é importante

“Está provado que empresas mais diversas são muitas vezes mais inovadoras porque mais criativas”, explica Joni Davis, diretor de diversidade e inclusão da Duke Energy. Os principais motivos pelos quais uma equipe é criativa, com ganhos na produtividade, é o fato de reunir pessoas com diferentes olhares, diferentes pontos de vista. Essas pessoas têm origens e experiências variadas e terão maneiras únicas de propor a solução de problemas e a melhora de produtos e serviços.

Equipes diversas porão na mesa ideias mais amplas e novas perspectivas. Os grupos de funcionários diversos também serão mais produtivos e mais engajados. Equipes diversas ajudam na retenção dos melhores talentos, fortalecem a imagem da marca e aumentam os lucros.

Em resumo, a diversidade pode ser, apenas, um conceito sólido de negócios, para todo e qualquer negócio. Uma ótima maneira de montar uma equipe nestes moldes é ser inclusivo. Veja oito maneiras disso acontecer.

  1. Pense na diversidade como princípio

“Não me refiro apenas a raça, origem, idade, sexo – toda essa diversidade é super importante -, mas, além disso, há a diversidade cognitiva que está presente em todas as demais, como também a diversidade de personalidade “, diz Sheryl Sandberg.

  1. Aborde todos os aspectos da diversidade

Pense no significado da diversidade. Não há erro quando se pensa em gênero, etnia ou religião. Mas, muitas vezes “negligenciamos outros aspectos como idade, condição sensorial ou física, origem, personalidade e orientação sexual”, diz Nikoletta Bika.

“Esses são tipos de diversidade inerentes, atributos com os quais nascemos. Diversidade também pode ser adquirida, como o modo de pensar”, diz Bika. “Esse tipo de diversidade também importa”. Um exemplo disso seria a competência transcultural.

É preciso estar ciente que a diversidade pode levar a conflitos dentro de uma equipe; portanto, há que se preparar para essa eventualidade. “Por exemplo, é mais provável que os psicólogos se associem a outros psicólogos e engenheiros tendem a se comunicar melhor com outros engenheiros”, acrescenta Bika. “Diferenças de idade ou origens socioeconômicas podem minar as discussões abertas e o espírito de equipe. A abordagem de todos os aspectos da diversidade garantirá que ninguém fique de fora e que os membros da equipe trabalhem melhor juntos”.

É importante estar preparado para as novas situações que surgirão na construção de uma equipe diversa. É preciso, portanto, planejar e criar uma visão de diversidade personalizada para a empresa. Mais importante, é preciso construir uma cultura inclusiva implementando uma política de tolerância zero ao assédio e ambientes acessíveis para as pessoas com deficiência.

  1. Melhore a estratégia de recrutamento e o processo de seleção

Mesmo que a empresa tenha feito da diversidade uma parte da cultura almejada, isso se torna inútil se não conseguir atrair uma força de trabalho diversa. É preciso, em primeiro lugar, checar as práticas de recrutamento:

  • Repense a linguagem usada no anúncio das vagas. Por exemplo, palavras mais identificadas com o masculino como “ambicioso” e “dominar” costumam ser menos atraentes para as candidatas.
  • Ofereça políticas atraentes. Atualmente, os funcionários querem mais flexibilidade em busca de equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
  • Avalie a personalidade. Uma boa ferramenta ajudará a “medir traços de personalidade, motivações e habilidades dos candidatos”.
  • Amplie a busca. Em vez de confiar nos mesmos locais de divulgação para o recrutamento, expanda sua pesquisa usando sites de terceiros e painéis de empregos on-line. Vale procurar em escolas técnicas e faculdades comunitárias.
  • Supere os vieses inconscientes. Comece pelo Teste de Associação Implícita de Harvard (IAT) para tomar conhecimento dos próprios vieses inconscientes. A partir daí, use estratégias como contratação cega ou outra que garanta a presença de pessoas de grupo sub representados.
  • Utilize mais a tecnologia. Use softwares de recrutamento e inteligência artificial (IA) para selecionar candidatas e candidatos com base nas qualificações e não em suas características pessoais ou condição.
  • Trabalhe com parceiros. Crie um conselho de diversidade e inclusão ou trabalhe com organizações que façam a formação e inclusão de pessoas de grupos sub representados.
  1. Celebre as diferenças entre os funcionários

Empresas como a AWeber conseguem isso através de treinamentos e eventos de conscientização da diversidade. Hope Bear, diretora de pessoal da AWeber, informa que eles têm uma “reunião mensal da equipe para discutir aberta e honestamente aspectos da diversidade”.

Outras empresas organizam eventos em que os funcionários podem compartilhar sua cultura e tradições. Há, também, aquelas com espaços para meditação e oração.

  1. Ouça os funcionários

“Uma das maiores habilidades de um líder é a capacidade de, realmente, ouvir a equipe”, escreve Sekinah Brodie. “Muitas empresas falham porque os membros da equipe se sentem ignorados e invisíveis. Quando se entende melhor os funcionários, há mais possibilidade de atende-los em suas necessidades. Perspectivas diferentes só podem ajudar a trazer o melhor de um produto ou serviço. Quando se decide o tipo de cultura que se quer, ouvir a equipe ajudará a cultivá-la”.

Não há uma maneira certa ou errada de fazer isso. Pode ser tão simples quanto conversar com sua equipe durante o cafezinho ou ter uma política de portas abertas.

  1. Ofereça oportunidades de desenvolvimento a lideranças

“Empregue vários instrumentos formais e informais de desenvolvimento profissional, como orientação, treinamento e formações”, sugere Molly Brennan. “Avalie regularmente os funcionários para garantir que as pessoas dos grupos sub representados estejam na linha de desenvolvimento de lideranças”.

Outras formas seria a participação em eventos de networking ou conferências do setor. Além de obterem novas informações ou desenvolverem novas competências, há a chance de expandirem sua rede de contatos. Pergunte se estariam interessados ​​em compartilhar essas informações com o restante da equipe. Se responsabilizar por uma reunião pode ajudá-los a desenvolver as principais habilidades de liderança como preparação, comunicação e delegação.

  1. Melhore suas próprias competências de liderança

Empatia e autoconhecimento são competências pessoais que todo líder deve aprimorar, pois são especialmente necessárias na construção e liderança de um grupo diverso. Entenda os desafios que os funcionários estão enfrentando. Ouvir a equipe é um ótimo começo.

  1. Avalie o trabalho

Por fim, é preciso reservar um tempo para ver quais das ações funcionaram e o que não funcionou. Uma maneira de fazer isso é solicitando feedback à equipe – pesquisas on-line são uma boa opção. Entrevistas de desligamento devem ser consideradas para entender o que é preciso ser tratado e corrigido.

 

 

O artigo de John Rampton foi originalmente publicado na Entrepreneur em https://www.entrepreneur.com/article/338663

 

Walter Alves

Palestrante e consultor social com experiência em gestão de pessoas, Gestão do Conhecimento e inclusão no trabalho de mulheres, negros, pessoas com deficiência, LGBTI+ e pessoas acima de 50 anos.
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